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Autoconhecimento

O que aprendi viajando

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Difícil definir em palavras a sensação que é viajar. Confesso que admiro muito aquelas pessoas que conseguem expor suas emoções, porque antes de mais nada é preciso definí-las, aí escrever claro e bonito não é para qualquer um, pode ser que o treino ajude, então vamos lá. 

Na minha primeira viagem eu não sabia bem o que me motivava. Fazer intercâmbio era algo que estava “na moda” e que eu coloquei como meta. Hoje eu penso, pfff seis meses, o que é seis meses..passa voando. Mas naquela época eu pensava que era uma vida. Aí eu entrei no avião em São Paulo, olhei pela janela, e lágrimas começaram a correr pelos meus olhos de forma incontrolável. Não era medo do que eu ia encontrar, mas medo de me perder. Aí vão me dizer: “Mas Natalia, já existia GPS em 2014”. Não gente, me perder no sentido de perder quem eu era. E nesse ponto eu tinha razão, e acho que ali mesmo naquele voo eu já sabia, a gente nunca volta igual de uma viagem, porque tudo aquilo que expande não volta ao tamanho original. 

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Posso dizer agora que sei os nomes técnicos para isso: independência, autonomia, individuação. Mas tudo isso vem acompanhado de muito perrengue. Para um pão crescer mais dentro do forno de sempre é preciso mudar a fermentação. No caso do intercâmbio a fermentação muda completamente, e o forno também. Pode dar um estrago e o pão abatumar, se a fermentação não se adequar ao novo forno e temperatura. Agora, se ajustar tudo direitinho, cresce que é uma maravilha. A gente amadurece para os desafios da vida quando colocado em diferentes situações, com diferente cultura e linguagem então.. é mais que um empurrãozinho, é quase um chutão haha. 

Tem gente que compara a sensação de viajar a uma terapia. Acho que isso significa que é um meio de se autoconhecer, de sair da rotina e aprender a curtir o momento. A vida nos mostra diferentes coisas diariamente, mas a sistemática diária nos absorve e serve como barreira para a gente não enxergar. Porque, afinal, eu tenho que ser produtivo, eu já tomo café pensando no almoço e o almoço pensando nos afazeres da tarde. E o caminho entre um e outro? Nem vi.  

Então a moral da história é que a gente deve aprender com a pessoa que a gente se torna quando está viajando e fazer ela estar mais presente no nosso dia a dia. Porque precisamos estar menos acomodados para crescer mais, e menos cegos para perceber o mundo ao nosso redor. 

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Aí a loca começa falando de emoção, compara com comida, fala em chute e pontapé e finaliza falando em deficiência visual para quem consegue ver haha. Mas tá bem né.. a gente vai aprimorando.

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