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Crônicas de Londres

Diferença de idade

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Crônicas de Londres
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Que viajar proporciona mudanças em nossa vida todo mundo já sabe. Mas nossas mudanças internas também ocorrem de forma independente, num processo contínuo de crescimento pessoal, daquelas coisas que a gente costuma dizer "é da vida". Porém no decorrer do dia a dia, entre um intervalo e outro de trabalho, mesmos amigos de sempre, a velha programação familiar, muitas vezes não nos damos conta dessas mudanças.

Então posso dizer que viajar proporciona que reconhecemos nossas velhas mudanças, além de proporcionar novas. Repito com frequência para meus pacientes: tomar consciência é o primeiro passo..

E foi assim que me reconheci essa semana. Quando um jovem voluntário aqui do Hostel, em busca de um equipamento de cozinhar o ovo (sim, isso existe e o investimento é válido), soltava suspiros profundos, por não conseguir encontrá-lo. 

Crônicas de Londres

Eu, que estava sentada, envolvida em outra atividade, mas no mesmo ambiente, apontei o armário e disse que provavelmente o encontria ali. Com a mesma disposição (vagarosa) ele abriu a porta do armário, pegou parte do artefato, e passou a se clamar por não encontrar a tampa. Voltei a dizer: está ali dentro. Repetindo comportamento, ele deu mais uma olhada rápida e desistiu reclamando. Foi quando eu levantei e disse:”se eu for ali, abrir aquela porta e encontrar essa tampa o que vai acontecer?” Pausa dramática, arregalo meus olhos e penso:”Falei igualzinho minha mãe com meu irmão”.

Sim, pode ser que em outro momento isso me apavorasse mais. Porém não agora.

Conversando com um amigo sobre a minha experiência atual em Londres, eu contava o quanto  percebo que o pessoal aqui do hostel, na grande maioria, está vivendo aquilo que vivemos no primeiro intercâmbio.. e que está sendo muito legal, apesar de eu já estar em outro momento, vivendo uma proposta diferente. Ele me respondeu: “mas nati, mesmo naquela época, você sempre foi a mais centrada, que foi praí com um objetivo e fez dar certo”. Tá, ok, pode ser que naquela época, quatro anos atrás, eu não precisasse ser tão dura comigo mesmo. 

Mas hoje, hoje eu sou a menina que vai lá e mostra que a tampa estava no local em que a tampa fica, reproduzo as frases da mãe, e está tudo certo. Condiz com as responsabilidades que tenho e com o meu jeito de ser, independente de onde eu estiver. Então volto a mim, com a tampa na mão, erguida pro alto. Conscientemente reproduzo a sequência que minha mãe falaria: “e o que é isso então fulano?!” O jovem voluntário me olha: “aeh, onde é que estava?!” Esboço um sorriso. Estava no lugar que tinha que estar...  

 

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