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Mais do que turistar

Como viver uma experiência de viagem diferente

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Estou embarcando para Londres em alguns dias. Meu primeiro intercâmbio estudantil foi pra lá, em 2014, e desde então nunca retornei. Imagine você quanto significado pode ter isso pra mim, já que essa experiência foi um divisor de águas na minha vida, e fez com que eu esteja aqui hoje, trabalhando com essa temática. 

Comparo a sensação que sinto ao lembrar de Londres, como a descrição de um jovem apaixonado. Fica bobo, irracional, taquicárdico, olhar perdido.. exatamente assim. Criei uma ligação com aquela cidade que é difícil explicar. 

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O que mudou de lá pra cá? Tudo, haha. Mas no que quero me deter aqui, são nas razões específicas que me fazem estar indo pra lá agora. Londres é uma cidade de custo de vida bem caro, principalmente para quem recebe em reais (1 libra nos dias de hoje custa mais do que R$ 5,00) além de não ser viável para programas de intercâmbio estudo + trabalho, o que acaba afastando muita gente do sonho de viver na terra da Rainha.

Como mera mortal, isso não é diferente para mim, então a questão financeira me impedia de planejar um retorno para lá. Embora eu tenha, ao longo do último ano, desenvolvido uma proposta de trabalho que me permite estar viajando, ter outro trabalho, para complementar renda, em qualquer outro país, dificultaria bastante os meus projetos profissionais. 

Sedenta por fazer uma nova viagem, ouvi falar da WordPackers, uma plataforma que conecta viajantes com Hosteis ao redor do mundo, oferecendo a oportunidade de trocar algumas horas de trabalho por hospedagem. Como uma boa colecionadora de histórias, meus olhos brilharam diante a possibilidade de viver uma experiência diferente, trabalhando em uma equipe multicultural, em um ambiente de viajantes, compartilhando momentos, mantendo minha atividade profissional e com tempo disponível para explorar o local. Essa proposta sim, encaixa muito bem nos meus planos. 

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Minha primeira opção foi Londres? Não, não foi. Tentei dois locais antes e não recebi retorno. Foi então que me candidatei para um Hostel em Londres, e para minha imediata surpresa, eles me responderam. Marcamos um entrevista via Skype, fui muito bem acolhida desde o início, e após a conversa com uma carismática menina da equipe, fui escolhida para pertencer ao time durante dois meses. 

Passado momento de pulinhos, dancinhas vexatórias onde ninguém pudesse ver, e tendinite nas bochechas de tanto sorrir, passei a pensar e organizar o que mais seria necessário, como por exemplo: passagem e seguro viagem.

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Fator facilitador relevante, que preciso destacar, é que possuo passaporte europeu (dupla cidadania), o que é pré requisito para trabalhar na Inglaterra. Razão pela qual não existem ofertas de programas intercambio + trabalho, conforme citado acima. Brasileiro só pode trabalhar lá se tiver visto de trabalho concedido por alguma empresa, ou passaporte europeu. 

A passagem e o seguro providenciei por mim mesma. Você pode sempre consultar sites seguros para compra de passagem, eu costumo procurar através da Decolar ou Skyscanner e depois ir direto no site da empresa que tinha o preço mais em conta conferir. Claro, aqui estou dando dicas de mochileira, para maior conforto, uma agência pode providenciar tudo para você. Minha última viagem para China, por exemplo, devido ao número de conexões, utilizei dos serviços de uma agência, e foi a melhor coisa que fiz (imprevisto com troca de aeroporto e franquia de bagagem podem fazer seu barato sair caro). 

Quanto ao seguro, já tive tive experiência com a Assist Card e Travel Ace, e felizmente não precisei avaliar os serviços, não foram utilizados. Mas nem por isso deixo de contratar toda vez que viajo, pois nunca se sabe né. Dessa vez, como estou reduzindo todos os custos possíveis, eu fiz a troca de meu cartão de crédito para uma categoria que contempla esse serviço que é o VISA Platinum. No meu caso a troca saiu mais barata do que a contratação de um plano por fora, e ainda passo a pontuar mais, o que posso trocar por milhas.

A prática em viajar, por si só, nos reduz a insegurança e alguns custos. E o fato de eu estar indo para um lugar que eu já conheço, me deixa com algumas cartas na manga. 

As definições que temos de determinadas palavras podem ser um pouco limitadoras. Por isso eu faço questão de compartilhar essa nova experiência de intercâmbio com vocês. Pois Intercâmbio, para mim, não está necessariamente ligado a um aprendizado formal, que envolva um certificado, acho que essa nova experiência vai me nutrir de muitos novos conhecimentos através de troca cultural. Assim como uma viagem de turismo também pode ser um intercâmbio,  quando as pessoas se disponibilizam para essa vivência, sem se deter ao status e aos bens adquiridos no trajeto.  

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E se você está aguardando a minha resposta, sobre porque voltar a Londres agora.. eu ainda nem sei se  estou indo ao mesmo lugar! Já não sou a mesma pessoa, tenho uma bagagem maior e uma mala menor. O que tenho certeza é que carrego comigo as lições que a estrada e a mochila nas costas nos ensinam: tem muita coisa boa para viver nesse mundo, mas preciso estar com a mente aberta e o coração pulsando.

Mas segue aqui comigo, que pode ser que eu ainda te responda…

 

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