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Não é medo, é preocupação…

Como funciona a mente ansiosa

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Conta a história que um homem dirigia por uma estrada remota, quando o pneu furou no caminho. Ao se lembrar que tinha estepe, mas não tinha macaco, ele avista uma casa distante e resolve caminhar até lá. No caminho até a casa, ansioso por pedir um macaco emprestado, colocou-se a pensar: “Será que eles terão algum macaco? Mas vivendo tão longe, no mínimo vão querer me cobrar. Quanto será que eles irão cobrar? Não admito que me cobrem mais de R$100,00…” Fantasiou tanto sobre o ocorrido que, ao bater na porta, quando o dono da casa abriu, a primeira coisa que disse foi: “Quer saber? Pode ficar com seu macaco.” Virou as costas e foi-se embora. 

Você pode até achar que não, mas se parar para pensar direitinho, em algum momento você foi protagonista dessa história aí de cima. Simplesmente porque pensamentos tem poder. Poderes mágicos? Não não, poder de desencadear um comportamento, de mudar uma emoção, de redefinir um momento.  

Agora, se você percebe que já fez isso uma ou duas vezes pode até ficar chocado. Mas, infelizmente, algumas pessoas fazem isso o tempo inteiro. Então, imagine o quanto isso pode ser desgastante.

A ansiedade é o ato de se preocupar excessivamente. Sendo assim, quem sofre de ansiedade passa grande parte do tempo pré ocupando a mente com eventos futuros, desencadeados por alguma situação que desperta medo.

A pessoa muito ansiosa avalia uma situação de perigo de forma errônea, e além disso, apresenta um grau elevado de vulnerabilidade, ao não se ver capaz de lidar com o dano por ela antecipado. Então utiliza a evitação como melhor estratégia, fugir. 

Vamos pensar então quantos desses gatilhos podem existir na atividade de viajar para um lugar desconhecido. O ser humano, como característica primitiva, tem medo do desconhecido. E existe uma explicação plausível para isso, sobrevivência. Sendo assim, quando adentramos novos territórios, ativamos “as anteninhas” e ficamos mais alertas, afinal de contas, não estamos seguros, não é mesmo?    

Não é medo, é preocupação…

Dentro desse funcionamento “normal”, a gente vai se tranquilizando na medida que encaramos os medos, nos expomos as situações, e nos sentimos capazes de lidar com os desafios. Mas esse circuito, conforme escrito lá em cima, não é tão fácil para quem não consegue encarar o medo e tampouco se vê capaz de lidar com a situação. Essa pessoa, muito possivelmente, sofre de algum transtorno de ansiedade. E, se ela ainda não tinha se dado conta disso, uma viagem de intercâmbio pode ser bem nociva em um primeiro momento, quando não é apenas um fator isolado que pode representar perigo, e sim muitas coisas ao mesmo tempo. 

Sem mais delongas, onde eu quero chegar com isso? Um transtorno de ansiedade pode vir a causar diversos prejuízos na vida de alguém, e repercute bastante na sua qualidade de vida e interações sociais. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o Brasil, hoje, é o país com maior índice de transtornos de ansiedade no mundo. É um problema de saúde pública, e pode levar a um quadro depressivo com alteração no humor, isolamento social, além de dores físicas sem justificativa.    

Não é medo, é preocupação…

Muita gente nem sabe ao certo quando começou a ficar ansioso, muitos sofrem com a ansiedade, mas acreditam que é assim com todo mundo, e acabam por não buscar alternativas. Esteja atento, pois se você é um desses, muito possivelmente terá de conviver com a ansiedade por toda sua vida, por isso é tão importante você aprender a lidar com ela ao invés de ficar intolerante a ela. 

De um modo geral, para reduzir a ansiedade, é preciso mudar algumas regras mentais. Segundo Robert L Leahy, no livro “O Livro de regras da ansiedade”: é preciso pensar de forma realista sobre os perigos na hora em que são detectados; normalizar as consequências de forma a não vê-las como catastróficas; abandonar a necessidade de controlar a situação; e assumir a ansiedade e não escapar dela. Mas embora pareça fácil, sabemos que não é. 

Transtorno de ansiedade tem tratamento, muitos comprovadamente eficazes, e não necessariamente medicamentosos. Se as técnicas já utilizadas não estão permitindo que tenha uma vida tranquila, não deixe de buscar apoio profissional.    

Natalia Dalpiaz - Psicóloga e Responsável Técnica

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