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Retiro de Yoga

Minha virada de ano em Chiang Mai

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Minha virada de ano em Chiang Mai
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Yoga e escrita. Duas coisas aparentemente distintas, porém que atraem muito minha atenção. Pois essa foi a proposta de uma mulher chamada Eve Myth, para um retiro de Ano Novo em um local encantador em Chiang Mai.

Eu havia pesquisado o Suan Sati por indicação de uma amiga quando eu ainda estava no Brasil. Parecia aquelas coisas distantes de acontecer, sabe? Minha amiga enviara uma foto de lá dizendo: “olha Nati, que lugar incrível, é lá na cidade para onde você está indo”. E eu salvei.

Cheguei em Chiang Mai no início de dezembro (2019). Totalmente sem planos para as “festas” de final de ano. Tinha o desejo de fazer um retiro de meditação, mas recém tinha voltado de férias e o comprometimento com meus clientes não me permitiria ficar muitos dias desconectada da internet novamente. Porém a agenda estava bem tranquila na semana do réveillon e pensei: “por que não?!”

Entrei no site do Suan Sati e lá estava a proposta da Eve:

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Não pensei duas vezes. Encaminhei um email e reservei cinco dias de imersão com o Yoga, a escrita e as demais pessoas que se interessassem por isso, que já me pareciam especiais.

Encontrei o grupo em uma praça, no centro de Chiang Mai. Éramos seis pessoas: Eve (a escritora e organizadora do encontro), seu amigo Jermel, uma viajante canadense chamada Christine, eu, e nossos professores de yoga, Laura e Matt. Juntos, fomos até a sede do retiro.

Chegar no espaço do Suan Sati foi como adentrar um portal. Ali fora eu já deixara elementos de 2019 que não fazia sentido eu carregar para 2020. A natureza presente tão viva lá dentro confirmou que era ali mesmo que eu deveria estar. Fui recepcionada por uma imensa aranha no banheiro logo que cheguei (poetisando agora parece até bonito, mas na hora eu saí correndo mesmo). Logo entendi que conviveria com elas nos dias seguintes, então comecei a dar-lhes nomes de pessoas conhecidas que respeito, mas com quem não tenho intimidade, just in case.

Refeições estavam incluídas no pacote, e uma família tailandesa estava lá para prepará-las para a gente, as melhores refeições tailandesas da minha vida por sinal. Vegana e preparada com tanto amor que era possível sentir enquanto comíamos. E foi assim que, logo no primeiro jantar, eu descobri que entrar o ano com uns quilos a menos já era a primeira meta frustrada para 2020.

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Como grupo, começamos a nos conhecer e entender o que levara cada um a estar ali. Eve nos falou sobre a proposta da escrita e apresentou o “Morning Pages” para todos. Com nossos caderninhos e munidos de lápis e canetas, fomos convidados a escrever pelas manhãs. Nossas atividades programadas eram: yoga as 6:20, silêncio e morning pages até a hora do café, descontração pós café, workshop de criatividade, almoço, tempo livre, yoga no final da tarde, jantar e atividades interativas pós jantar.

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E foi nessa troca enriquecedora que os dias seguiram. As aulas de yoga encaixavam perfeitamente no “modo despertar” com as metas pessoais diárias, que se complementavam com a escrita ou demais exercícios de criatividade. O grupo foi se aproximando, as trocas de experiências e conhecimentos culturais se intensificando. Foi a maneira perfeita de fechar um ano.

Na noite da virada, nenhuma grande programação. A ideia de que roupa vestir saiu do plano “estar bonita” para o plano “estar confortável”. O repertório de músicas era aquele que conseguiamos cantar e tocar ao violão. A fogueira no centro da roda permitiu que queimássemos aquilo que não queríamos levar para o novo ano. E o banquete foi algumas barrinhas de chocolate compradas no 7eleven mais próximo. Ouvi os fogos já deitada em minha cama, vociferando internamente: tchau 2019, obrigada.

Eu ainda não tinha ideia de que iniciar esse ano dessa forma, em paz e sem metas, seriam os pilares perfeitos para o que estava por vir. Saí de lá uns dias antes do retiro terminar porque o trabalho me pedia para retomar a conexão wifi. Uma parte de mim estava relutante em fazer isso, confesso.

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A parte de mim que adormecia em relação a novos projetos, despertou com muita empolgação. No dia seguinte eu já comecei a delinear um podcast com uma amiga. A ânsia por cair logo na estrada me fez entender que trocas intensas podem ocorrer sem sair do lugar. E entendi que aquela experiência de 5 dias, em uma virada do ano, tornaram o tempo verdadeiramente relativo. Entrei de coração aberto, saí com ele e minha mente expandido.

A Eve está disposta a criar mais encontros como esse no futuro e eu indico que quem tiver a oportunidade, se entregue para essa proposta tão diferente e tão complementar, de yogar e escrever.

 

P.S: Para mais informações você pode contatá-la pelo email evesmyth@gmail.com ou pelo website https://www.evesmyth.com/writing-yoga-retreat/ )

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Nota: Algumas horas após a publicação desse artigo soube que o local descrito (sede 1 do Suan Sati) queimava em decorrencia de uma descarga elétrica. Sendo assim, as palavras e os registros mudam o sentido para um tom, inclusive, de homenagem a esse ambiente que havia sido criado com tanto carinho e engajamento de pessoas do bem e muitos voluntários inclusive. Lamento muito a perda. Contudo o Suan Sati segue de portas abertas em sua sede 2 também em Chiang Mai. 

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