Saúde Mental e Imigração

O luto do imigrante: Síndrome do Retorno

por Prô Mundo Psicologia | mar 20, 2024

Olá, Viajante!

Você já voltou para a sua cidade de origem depois de morar um tempo fora? O que você achou, quais foram suas impressões? Tudo estava igual, mas ao mesmo tempo diferente? Você se sentiu acolhido, deslocado ou os dois?

Nas últimas semanas, falamos sobre o luto do brasileiro na sua jornada no exterior. Hoje, vamos falar de um outro tipo de luto: o de quem volta para o país ou cidade de origem.

Síndrome do retorno

Casa? Que casa?


Voltar para o local de origem é uma nova dimensão de luto para o viajante. Vamos pensar: quando se vai para um lugar novo, a expectativa é exatamente essa: o novo. Independente de ser bom ou ruim, sabemos que vamos lidar com coisas desconhecidas e experiências inéditas. Acontece que na mesma medida em que a experiência no exterior se mostra um “desbravamento do desconhecido,” atribuímos ao local de origem um caráter de familiaridade.

Nesse sentido, o retorno para casa (como turista ou de forma definitiva) depois de uma temporada pode vir com uma surpresa inesperada: aquele lugar não é mais o que costumava ser. Há uma expectativa de acolhimento ou, no mínimo, de familiaridade na volta para casa.

  • Afinal, até no discurso de quem não gosta ou critica sua origem há uma presunção de “isso eu conheço.”

Mas essa familiaridade não diz respeito só a fatos, mas a quais lentes usamos para ler e interpretar o contexto.

Esse sentimento nem sempre é fácil de entender. Muitas vezes, as coisas nem mudaram tanto – na verdade, a tendência é que tudo tenha continuado o mesmo, ou seguido o fluxo esperado. Mas a sua visão sobre aquela realidade e a forma como você se relaciona com ela não são mais as mesmas.

Daí o viajante experimenta uma onda de luto, pois aquele “lugar de origem” não existe mais. E, se formos mais a fundo, há um luto também sobre si mesmo: a pessoa que reconhecia e entendia aquela realidade como a palma da mão também se foi.

Síndrome do retorno

A Síndrome do Retorno


Perceber-se desconfortável no que antes era a sua “zona de conforto” é bastante intenso, principalmente quando vem acompanhado com uma sensação generalizada de não-pertencimento: não sou de lá, mas também não sou mais daqui.



Assim, para os que voltam de forma definitiva, soma-se a isso a perda das “conquistas” da adaptação cultural. Como você bem sabe, são necessários vários ajustes (práticos e emocionais) para se adaptar à nova vida fora de casa, da alimentação à locomoção às formas de socializar.

  • A adaptação cultural passa por executar os tais ajustes, e também por conseguir valorizar elementos da nova cultura que são diferentes da sua.

Por isso, é preciso também elaborar o luto de deixar para trás uma cultura que você “aprendeu a amar.” Se identificou?



O que descrevemos acima tem o nome de Síndrome do Retorno. Fizemos um vídeo bem bonito sobre ele, assiste aqui!

Síndrome do Retorno: um vídeo para todos os viajantes

Quer conversar com a gente sobre isso? Todas as nossas psicólogas têm vivência no exterior e expertise no assunto para ajudar o brasileiro que mora fora – é só encontrar a sua no site da Prô Mundo.

Abraços virtuais!

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